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Oficina sobre direitos humanos voltada a funcionários de instituto cultural é realizada na Bahia

6 De setembro de 2019
Oficial de projetos do UNFPA na Bahia, Michele Dantas, falou à plateia formada por servidores do instituto baiano (Foto: IPAC Bahia/Divulgação)

Para sensibilizar seus funcionários a respeito da diversidade e o combate a todas as formas de discriminação, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) promoveu uma oficina de formação e diálogo em direitos humanos, na última quinta e sexta-feira, em Salvador. A atividade “Dialogando sobre Diversidade e Direitos Humanos” foi organizada em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBTI da Bahia (CPDD) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

 

O objetivo do Ipac — que é uma autarquia vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia — foi sensibilizar e formar os servidores do instituto que atuam diretamente com o público, especialmente vigilantes e recepcionistas, mostrando a importância do respeito à diversidade e ajudando a desconstruir conceitos enraizados na sociedade. Foram discutidos assuntos como sexualidade, orientação sexual, LGBTIFobia, identidade de gênero e garantia de direitos.

 

Na abertura, a oficial de projetos do escritório do UNFPA na Bahia, Michele Dantas, agradeceu a oportunidade de participar e fez uma breve exposição sobre o que são direitos humanos e como a discriminação, em vários casos, limita o acesso a alguns deles, como direito à educação, ao trabalho e à saúde, inclusive a saúde sexual e reprodutiva. “A intolerância, o preconceito, a discriminação seguem fazendo vítimas, especialmente no Brasil. A expectativa de vida de mulheres trans e travestis é de 35 anos, enquanto que a expectativa de vida de um brasileiro médio que é de 75 anos, portanto mais do que o dobro”, explicou.

 

“Além da violência física, a discriminação e o preconceito impedem as pessoas de terem uma vida digna, de acessarem os serviços de saúde, escolas e espaços públicos. Para alcançar o desenvolvimento sustentável e um país justo é preciso investir em políticas públicas e ações inclusivas e equitativas para não deixarmos ninguém para trás”, concluiu.

 

A oficina também promoveu debates, acolheu sugestões e tirou dúvidas dos participantes sobre os assuntos discutidos.