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Jogadores e profissionais do Esporte Clube Bahia participam de oficina sobre violência de gênero promovida pelo Fundo de População da ONU

A oficina virtual foi realizada na última terça-feira, 8, com a participação de jogadores e profissionais técnicos do clube 

Por Giselle Cintra

Tendo como objetivo sensibilizar os atletas e trabalhadores sobre a importância do enfrentamento aos diversos tipos de violência contra a mulher, a atividade ocorreu dentro do escopo da parceria firmada pelo Fundo de População da ONU e o Esporte Clube Bahia.

“Em março deste ano, lançamos juntos a campanha Zero Violência, e esta oficina é uma continuação da campanha, pois entendemos que além de chamar a atenção, é necessário também fazer ações para que mudanças mais profundas aconteçam”, explicou Astrid Bant, representante do Fundo de População da ONU no Brasil.  

O vice-presidente do Esporte Clube Bahia, Vitor Ferraz, declarou sobre a responsabilidade social que o clube tem enquanto entidade popular. “O Bahia entende que tem um papel a exercer do ponto de vista de conscientização. E por que não utilizar essa força que o Bahia tem para promover temáticas que são relevantes para a nossa sociedade? A gente busca, enquanto entidade esportiva engajada socialmente, promover ações que possibilitem uma maior inclusão possível das pessoas neste ambiente”, declarou Vitor Ferraz. 

A oficina foi ministrada pela oficial para Equidade de Gênero, Raça e Etnia do UNFPA, Luana Silva, que abordou sobre enfrentamento mais ativo à violência de gênero, tipos de violência, promoção de educação inclusiva, respeito e equidade de gênero nos espaços, e colocou em discussão outros temas relacionados, como equidade de raça e etnia.

Dinâmica musical 

Para levantar o debate acerca da violência baseada em gênero, os e as participantes se subdividiram em grupos, e escutaram músicas que são relacionadas com o tema. Após este momento, puderam compartilhar pensamentos e aprendizados. 

“Eu estava conversando com minha esposa sobre a objetificação da mulher nas músicas que escutávamos na nossa época, e a gente vê que isso, infelizmente, ainda se alastra. A nós, cabe levar a informação para a geração mais jovem, e que através de atitudes ou da visibilidade que conseguem ter por meio do esporte, possa passar a informação e desconstruir isso de alguma forma. E que eles passem a ter um outro tratamento com as escolhas das respectivas companheiras e que alguns paradigmas possam ser quebrados”, afirma Sérgio Ricardo, sócio do Esporte Clube Bahia e membro do Conselho Deliberativo tricolor.

"Compreendemos a importância e a relevância de ter espaço para debates e expandir a nossa fala diante das questões relacionadas à violência contra a mulher, que infelizmente está cada vez mais presente no nosso cotidiano. A violência chega de todos os âmbitos e formas: física, psicológica, sexual, afetiva, etc. Sabemos dos danos à saúde mental a essas mulheres violentadas e a psicologia nesse momento se torna um elo a mais de acolhimento e cuidado, com escuta empática e necessária para quem se encontra em situação vulnerável", afirma a coordenadora Psicossocial do Esporte Clube Bahia, Aline Castro.

 

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