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Formação em saúde sexual e reprodutiva é realizada para mulheres do projeto Dignify Brasil

24 Outubro 2019
A formação reuniu 16 mulheres venezuelanas, brasileiras e haitianas, que contou com a especialista em Saúde Sexual e Reprodutiva do UNFPA em Roraima, Leila Rocha (Foto: UNFPA Brasil/Yareidy Perdomo)

Nos dias 15 e 17 de outubro, o Fundo de População das Nações Unidas em parceria com o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados e com a Universidade Federal de Roraima, realizou um encontro de formação com mulheres migrantes e refugiadas. 

 

A formação reuniu 16 mulheres venezuelanas, brasileiras e haitianas, que contou com a participação da especialista em Saúde Sexual e Reprodutiva do UNFPA em Roraima, Leila Rocha. “Primeiro construímos um ambiente para que as mulheres possam falar de forma mais natural sobre as questões relacionadas à saúde sexual e reprodutiva, para que possamos depois abordar temas como infecções sexualmente transmissíveis e planejamento reprodutivo”, disse Leila Rocha. 

 

O projeto Dignify busca promover o empoderamento econômico de pessoas em deslocamento forçado para que elas possam se inserir no mercado de trabalho por meio da tecnologia. “No projeto piloto de Boa Vista, promovemos a criação de espaços seguros para que as mulheres também possam ter um lugar para receber informações e para que possam se expressar, é um espaço de cidadania para falar sobre os direitos no Brasil. Roraima tem alto índice de violência contra às mulheres e quando se trata de mulheres migrantes elas podem ficar mais vulneráveis. Nesse sentido, o projeto piloto prevê a necessidade de fazer o recorte de gênero para trabalhar com esse grupo específico" comentou Henrique Sanchez, Coordenador do Projeto Dignify.

 

"Temos um espaço seguro de plataforma digital, de trabalho e de gênero para as mulheres, na qual a Universidade Federal apoia e  agradece a parceria com as agências da ONU e as organizações que estão envolvidos para fazer esse espaço possível", afirmou Julia Camargo, Professora de Relações Internacionais da UFRR e Coordenadora do Projeto Português para Acolhimento. 

 

"Temos um grupo de mulheres venezuelanas, haitianas e brasileiras que percebemos não só a necessidade de fortalecer o empoderamento econômico delas, mas também a necessidade de receber orientações sobre a saúde e o cuidado da mulher e também o planejamento reprodutivo, por isso, a necessidade de criar esses encontros onde o UNFPA apoia disseminando informações e capacitando as mulheres nos temas de saúde sexual e reprodutiva", avaliou Mariana Aragão, Analista Social do Serviço Jesuíta para Migrantes e Refugiados. 

 

O UNFPA realiza os encontros dentro do Centro de Referência ao Imigrante, situado na Universidade Federal de Roraima e onde atualmente o projeto Dignify é realizado.