Gravidez na Adolescência

América Latina e Caribe mostram taxas elevadas de fecundidade adolescente (68 a cada 1000 meninas) e comparação com a média mundial e outras regiões do mundo, superados somente pela África. Além disso, as taxas médias de fecundidade adolescente dos países escondem enormes desigualdades. Especial preocupação merece gravidezes em crianças menores de 15 anos que demonstrou tendência a aumentar nos últimos anos.

No Brasil, dados demográficos sobre gravidez na adolescência apontam que esse fenômeno está relacionado a situações de vulnerabilidade presentes na vida de parte das meninas e de meninos que vivenciam a maternidade e a paternidade.

Entre as determinantes mais importantes da gravidez na adolescência estão:

  • o início cada vez mais precoce de relações sexuais e da menarca;
  • a baixa taxa de uso de contraceptivos modernos;
  • violência sexual e uniões precoces;
  • o baixo acesso à educação de qualidade e educação sexual integral;
  • atraso e deserção escolares;
  • relações de gênero desiguais;

Meninas pobres, sem educação, indígenas, afrodescendentes ou de áreas remotas e rurais têm três vezes mais chances de riscos de engravidares que meninas com educação escolar e de zonas urbanas.

O UNFPA é a agência das Nações Unidas com maior experiência na prevenção da gravidez na adolescência. Conta com uma equipe multidisciplinar de especialistas em nível regional.