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UNFPA realiza diagnóstico sobre saúde com mulheres grávidas dentro dos abrigos de Roraima

14 Agosto 2019
Especialistas após roda de conversa com mulheres gestantes em Roraima (Foto: Yareidy Perdomo/UNFPA Brasil)

Existem, hoje, 13 abrigos ativos para pessoas migrantes e refugiadas em Boa Vista, organizados pela Operação Acolhida. Muitas das pessoas que se encontram nesses locais são mulheres gestantes. Na primeira semana do mês de agosto, o Fundo de População da ONU começou a realizar um levantamento sobre as condições de acesso em saúde sexual e reprodutiva das futuras mães.

 

O estudo pretende conhecer a situação e os fatores que podem dificultar ou gerar algum risco de saúde no processo pré e pós natal das gestantes abrigadas. O resultado do levantamento fará uma contribuição importante na criação de um  documento que irá discutir os impactos advindos da migração na rede de saúde local, no que tange a Atenção Integral à Saúde da Mulher. A partir disso, o UNFPA buscará realizar ações para ampliação e fortalecimento da Rede de Atenção Integral à Saúde da Mulher. 

 

“O fortalecimento das capacidades institucionais é parte importante do trabalho do UNFPA em Roraima. Sabemos que, no contexto de migração forçada, as mulheres são sujeitas a uma maior vulnerabilidade e, no fluxo migratório venezuelano, muitas mulheres buscam o Brasil em busca de serviços de saúde, em especial as gestantes. Por isso, entendemos que existe a necessidade de realizar o diagnóstico para apoiar a rede de saúde local e oferecer uma resposta a isso”, afirma a oficial de programa para Assuntos Humanitários do UNFPA, Irina Bacci.

O processo 

Segundo a especialista em Saúde Sexual e Reprodutiva do Fundo de População, Leila Rocha, o levantamento é feito de forma coordenada com os pontos focais de saúde dos abrigos para identificar as mulheres gestantes que se encontram dentro desses abrigamentos. A partir de então, é feito um diagnóstico sobre a condição na que elas se encontram com relação ao seu local de moradia, e identificamos fatores que podem ter gerado ou gerar algum tipo de problema no seu processo de gestação. 

“É muito importante fazer o diagnóstico para entender as demandas específicas que as gestantes podem ter dentro dos abrigos”, justifica Leila Rocha.