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UNFPA realiza atividade de prevenção ao abuso e exploração sexual com militares do 10º Contingente em Roraima

23 Dezembro 2020
Atividade de Proteção Contra Exploração e Abuso e Assédio Sexual realziada com militares do 10º contingente (Gustavo da Silva Machado/Unicef)

No dia 22 de dezembro, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realizou em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) uma ação de Proteção Contra Exploração e Abuso e Assédio Sexual (PSEAH, na sigla em inglês) com militares do 10º contingente que atuará na Força-Tarefa Logística Humanitária da Operação Acolhida em Boa Vista, Roraima. O grupo, composto por militares da Marinha do Brasil, foi o primeiro efetivo do 10º contingente a chegar no estado.

A atividade teve como objetivo sensibilizar os militares sobre como os atos de exploração e abuso sexual afetam indivíduos e comunidades inteiras e o que fazer a respeito por meio de mecanismos de denúncia. O conhecimento adquirido apoiará os esforços para impedir, prevenir, proteger e combater a exploração e o abuso sexual.

Segundo a coordenadora de enfrentamento à violência de gênero do UNFPA em Roraima, Patrícia Ludmila Melo, “foi uma sessão muito produtiva, na qual pudemos sanar todas as dúvidas sobre abuso e exploração sexual. Utilizamos uma metodologia problematizadora, debatendo casos, mitos e verdades”.

“Ressaltamos a responsabilidade de todos na prevenção contra o abuso e a exploração sexual no contexto da emergência humanitária, lembrando que atores humanitários são todas as pessoas, não apenas das Nações Unidas, mas os militares, os parceiros de implementação, os voluntários e as voluntárias que entram na resposta humanitária. Todos eles atendem ao código de conduta das Nações Unidas, que é o princípio de tolerância zero para casos de abuso e exploração sexual por qualquer pessoa que desempenhe alguma função da resposta humanitária”, destacou Patrícia.

A atividade ainda reforçou importância de que seja dada credibilidade aos relatos das sobreviventes nos casos de abuso e exploração sexual, e que toda denúncia deve ser investigada, garantindo-se os princípios de sigilo, confidencialidade e segurança. “Também falamos sobre assédio sexual no trabalho, que é importante manter os ambientes de trabalho livres de assédio, com uma sessão bastante participativa”, completou a coordenadora de enfrentamento à violência de gênero do UNFPA.

Desde 2018 o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lideram e apoiam os treinamentos PSEAH em Roraima.