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Roda de conversa online debate como meninas e mulheres podem manter a saúde mental durante a pandemia

27 Julho 2020
(Reprodução/youtube)

Comprometimento do poder público e dicas para o equilíbrio emocional e mental foram alguns dos assuntos comentados pelas convidadas

O terceiro webinário direcionado para jovens e adolescentes, promovido pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) debateu estratégias para manter e promover a saúde mental durante a pandemia da  Covid-19. Durante a conversa, as convidadas reforçaram os mecanismos necessários para manter uma rotina, e conviver de maneira benéfica no contexto  de distanciamento social e de incertezas sobre o futuro. 

A atividade realizada na última quinta-feira (16) teve a participação da psicóloga Ludimila Mota Nunes que realçou em sua fala a importância do empoderamento como fator predominante no autocuidado. “Olhar para gente, se perceber, construir o seu próprio valor vai  reforçar a sua identidade”. Ludimila Mota Nunes que é professora de psicologia na Universidade Estadual da Bahia, e atua em clínica psicológica para adolescentes e adultos há 14 anos. “O nosso equilíbrio emocional e mental é dinâmico, e estar atendo aos sinais dessas mudanças emocionais é importante para buscar ajuda profissional e abrir a oportunidade para o diálogo e o entendimento do equilíbrio pessoal”. Ludimila ainda recomendou algumas ações que podem contribuir para o equilíbrio emocional e mental, como a atividade física, dança, meditação e buscar boa qualidade no sono.  

A forma que a  adolescente Samyra Gusmão de Oliveira Gama escolheu para manter o seu equilíbrio durante a pandemia foi a escrita. O debate posto por Samyra Gusmão de Oliveira Gama, moradora de Céu Azul no Paraná, faz parte das reflexões que ela transformou no livro, “Entre quatro mil estrelas”, que trata do empoderamento feminino. “A minha maneira de enfrentar essa pandemia foi pela escrita, pois ao relatar meus sentimentos e pensamentos consegui entender alguns dos problemas e dificuldades que nós mulheres passamos. Dessa maneira, consigo motivar e realçar a importância dessa afirmação” comentou Samyra, estudante em formação docente.

O tema autocuidado gera também um debate diversificado de demandas de e para a juventude. Foi o que pontuou a professora Valentina Rocha Virgílio. “Quando a jovem toma a frente nas mudanças, e se reconhece como uma voz ativa, fica perceptível a sua capacidade”. Na leitura de Valentina, que é atriz, apresentadora e coordenadora do coletivo Baque Mulher em Foz do Iguaçu, o empoderamento e o autocuidado necessitam também de uma aproximação do poder público. “As políticas públicas precisam estar alinhadas a uma juventude no plural, que traz em si muitas demandas. Esse entendimento também deve estar nos olhos de quem está legislando, para que consiga se comprometer e enfrentar os desafios das juventudes,  principalmente dos mais vulneráveis”, afirmou.   

No mesmo sentido, a assistente social e assessora técnica no UNFPA, Julia Alencastro, frisou que “o autocuidado deve ser acompanhado também por políticas de saúde como o acesso de qualidade a serviços de acolhimento amigáveis, distribuição de insumos como medicamentos e métodos contraceptivos, e informação qualidade. Além de fortalecer a rede de proteção para que também seja possível a prevenção e o enfrentamento aos diversos tipos de violências que são submetidas adolescentes e jovens”.  

O debate está disponível na íntegra no canal do Youtube do UNFPA. “No contexto da pandemia é importante trazer o autocuidado como tema para fortalecer adolescentes e jovens para que eles e elas possam se articular e modificar as suas relações e seus espaços”, avaliou Cintia Cruz, analista técnica do UNFPA. 

 

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