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ONU marca o Dia da Visibilidade Lésbica com uma série de cards sobre direitos sexuais e reprodutivos

29 Agosto 2018
Daniela e Malu Mercury apoiam a campanha Livres & Iguais. (Arte: @velcrochoque)

Para marcar o Dia da Visibilidade Lésbica – celebrado nacionalmente em 29 de agosto – a campanha da ONU, Livres & Iguais, lançou a série “O Corpo é nosso: direitos sexuais e reprodutivos de mulheres lésbicas”. Em atividade na Casa da ONU em Brasília na segunda-feira (27), representantes de governo, sociedade civil e corpo diplomático discutem a promoção da igualdade de direitos humanos e o tratamento justo desta população.

A ação consiste em um conjunto com sete cards produzidos em parceria com a marca de lambes e arte urbana @velcrochoque. Cada cartão possui uma foto de uma ativista lésbica e uma frase que a represente.  Para tal, representantes dos movimentos sociais e artistas como Daniela e Malu Mercury, campeãs da Igualdade da Livres e Iguais no Brasil; a cantora Ellen Oléria, Yone Lindgren (ABL), Mariana Merique (LBL), Heliana Hemetério (ABGLT), Ananda Puchta (Aliança Nacional LGBTi) e Lélia Castro (Coturno de Vênus) se dispuseram a compor as artes.

Além disso, no verso de cada cartão há uma mensagem informativa, com dados, que contemplem os direitos sexuais e reprodutivos, manifestações culturais e igualdade de gênero das mulheres lésbicas. A ação foi idealizada por funcionárias e apoiadoras lésbicas e bissexuais da ONU Brasil.

Cartões sobre o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica

O evento de lançamento foi aberto pelo coordenador residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic. O coordenador ressaltou o papel da ONU de garantir os direitos de todas as mulheres lésbicas de amar e de serem mães, se assim quiserem. “Cada mulher lésbica tem o direito de exercer a afetividade e sua sexualidade sem, com isso, tornar-se vítima de violência”, disse Fabiancic.

Cabe ressaltar a importância de produção de dados oficiais desagregados por orientação sexual para elaboração de políticas públicas. É comum que casais de mulheres tenham o acesso a serviços de reprodução assistida negado ou dificultado. Além disso, diretrizes de educação sexual muitas vezes não contemplam relações entre mulheres. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que apenas 2% das mulheres se previnem de doenças sexualmente transmissíveis quando tem relação sexual com outras mulheres.

O representante o Fundo de População da ONU no Brasil, Jaime Nadal, também participou do evento. Para Nadal, datas como esta, oferecem a possibilidade de refletirmos sobre privilégios e desigualdades, em um mundo marcado pelas assimetrias de gênero, raça, poder, pelo preconceito e pelas tentativas recorrentes de apagar experiências de afeto e subjetividades. “Nesse contexto, visibilidade significa, sobretudo, reconhecer trajetórias de luta que são constantemente desafiadas e nas quais as mulheres lésbicas, sejam elas cis ou trans, conhecem desde o princípio, o significado da palavra resistência”, afirmou o representante.

O CORPO É NOSSO Direitos Sexuais e Reprodutivos de Mulheres Lésbicas