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Jovens negras de todo país visitam a Casa da ONU e conhecem sobre as ações do Sistema no Brasil

16 Novembro 2018
A atividade foi realizadada pela Articulação de Negras Jovens Feministas (Foto: UNFPA Brasil/Giselle Cintra)

Entender como funciona o Sistema das Nações Unidas, fortalecer uma política qualificada e plural. Esses são os principais objetivos do Workshop realizado pela Articulação de Negras Jovens Feministas (ANJF), que acontece no dia 16 de novembro, na Casa da ONU em Brasília. A atividade faz parte de uma atividade formativa e de planejamento mais ampla, que segue até o dia 18 estabelecida entre a ANJF e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil.  

Cerca de 40 jovens negras de todo país discutem Direitos Humanos com perspectiva de gênero e raça e podem compreender como a ONU atua nesse campo. Para o representante UNFPA, Jaime Nadal, a agência entende e atua a partir da premissa de que a igualdade de gênero e o atendimento às necessidades em educação e saúde, incluindo saúde reprodutiva, são pré-requisitos para se alcançar o desenvolvimento sustentável. 


O representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, e a oficial de programa para
Gênero e Raça do UNFPA fizeram a abertura do evento (Foto: UNFPA Brasil/Giselle Cintra)

“Para isso, e também considerando as disparidades e desigualdades já conhecidas no Brasil, o UNFPA trabalha a partir das orientações expressas nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, afirma o representante. 

Nesta sexta (16), as jovens também tiveram um momento de diálogo com a oficial de programa para Gênero e Raça do UNFPA, Rachel Quintiliano, sobre a campanha interagencial da ONU Vidas Negras. Desde 2017, a campanha se volta sensibilização e mobilização da sociedade para a prevenção e enfrentamento da violência letal contra a juventude negra. 

Segundo o Índice de Vulnerabilidade Juvenil de 2017, as chances de uma jovem negra ser vítima de homicídio é 2,19 vezes maior quando comparada a uma jovem branca na mesma faixa etária. Para Quintiliano, é preciso a mobilização de toda comunidade para que o racismo seja reconhecido e superado. “Nós precisamos reconhecer e compreender a ação sofisticada do racismo e construir estratégias para a superação de suas consequências e das desigualdades”, diz.


Thanísia Cruz é membro da Articulação de Negras Jovens Feministas
(Foto: UNFPA Brasil/Giselle Cintra)

Além de entender melhor o trabalho o UNFPA e da campanha Vidas Negras, as jovens puderam conhecer mais sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e sobre as ações realizadas por jovens indígenas. A atividade acontece por meio de um apoio institucional e financeiro concedido pelo UNFPA à Articulação de Negras Jovens Feministas para que as capacidades das negras jovens sejam aprimoradas para fazer incidência política na agenda dos Direitos Humanos. 

Para Thanísia Cruz, membro da ANJF, a parceria com uma agência das Nações Unidas faz com que os discursos e a participação política das jovens se torne mais qualificada. “Nós somos uma articulação nacional, então perceber que não estamos sozinhas é muito importante”, diz.

 

Articulação de Negras Jovens Feministas na Casa da ONU