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Em um mês, UNFPA promove testagem de HIV para 115 pessoas e distribuição de 247 autotestes na cidade de Manaus

18 Dezembro 2020
Realização de testes rápidos de HIV no Posto de Interiorização e Triagem de Manaus (Pedro Sibahi/UNFPA)

Entre as metas de atuação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) está a garantia de que todas as pessoas que vivem com HIV tenham conhecimento de sua sorologia. Buscando garantir esse direito, nos dias 10 de novembro, 4 e 9 de dezembro, o UNFPA organizou em Manaus, capital do Amazonas, ações para testagem de HIV para a população refugiada e migrante que acessa serviços no Posto de Interiorização e Triagem (PITRIG) e no Posto de Recepção e Apoio (PRA).

A atividade foi realizada em parceria com a Rede de Amizade e Solidariedade, organização não governamental de Manaus que trabalha com testes doados pela AHF Brasil. Ao todo, foram alcançadas 115 pessoas com testes rápidos e foram distribuídos 247 autotestes, que podem ser levados para casa.

O teste rápido para HIV é realizado através de fluido oral, método que detecta os anticorpos para o vírus. O fluido é retirado da gengiva com o auxílio de um cotonete e colocado no reagente, que apresenta resultado em apenas 20 minutos. A coordenadora da Rede de Amizade e Solidariedade, Maria Sineide, destaca que “por ser um método que não envolve sangue, é mais aceito pelas populações beneficiadas”.

Segundo a consultora em saúde sexual e reprodutiva do UNFPA em Manaus, Maressa Queiroz, que coordenou as ação no PITRIG no dia 9 de dezembro, “é uma grande oportunidade de associar a disponibilidade do teste de forma rápida, segura e sigilosa, com o tempo de espera por outros serviços. A metodologia contribui significativamente com a adesão, a técnica do fluido oral, realizada por coleta de saliva é melhor aceita por não envolver artigos pontiagudos e coleta de sangue.”

Já o autoteste é feito por sangue, também com resultado em no máximo 20 minutos. O kit distribuído possui todos os instrumentos necessários para realizar o exame sozinho, incluindo a lanceta automática para perfurar o dedo e retirar uma gota de sangue, curativo e álcool, além do dispositivo de teste.

Maressa Queiroz explica que “caso a pessoa tenha vivido alguma situação de risco nos últimos três meses ou caso faça a opção de realizar o exame sozinha, nós disponibilizamos o kit de autoteste. Deste modo, podemos oportunizar o conhecimento precoce da infecção pelo HIV e consequentemente contribuir com a qualidade de vida, a partir da manutenção de uma baixa carga viral”.