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Documentário de ACNUR, ONU Mulheres e UNFPA mostra histórias de recomeço de refugiadas e migrantes venezuelanas no Brasil

 

Dividida em três capítulos, série documental aborda temas da proteção contra violência baseada em gênero, mercado de trabalho formal, empreendedorismo e participação de mulheres venezuelanas no planejamento e em ações da resposta humanitária no Brasil

 

Nesta quarta-feira, 16 de junho, a ONU Mulheres, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e o Fundo de População da ONU (UNFPA) lançam uma série documental sobre vivências de mulheres refugiadas e migrantes venezuelanas no Brasil. Dividia em três episódios, a série traz como temas Proteção, Empoderamento Econômico, e Liderança e Participação – os três pilares de ação do programa conjunto LEAP (Liderança, Empoderamento, Acesso e Proteção para mulheres migrantes, solicitantes de refúgio, refugiadas e comunidade de acolhida), implementado pelas três agências em Roraima e financiado pelo Governo de Luxemburgo.

 

Todos os episódios serão publicados no canal do Youtube do UNFPA durante o mês de junho. O primeiro episódio, lançado no dia 16, traz como tema Proteção a partir do olhar de Yolimar Bastardo, uma jovem venezuelana indígena da etnia Warao que atuou como liderança comunitária durante o período da pandemia da COVID-19 e contra a violência baseada no gênero em uma ocupação espontânea em Boa Vista. O segundo episódio tem divulgação prevista para o dia 23 de junho e traz como tema o Empoderamento Econômico, ilustrado pelos relatos de duas mulheres. Maribel Bermudez é uma mulher com deficiência que mora em São Paulo e conseguiu um emprego formal, enquanto Yohatzi Barreto recebe mentorias e apoio em Boa Vista para investir em seu empreendimento.

 

Com lançamento previsto para o dia 30 de junho, o último dos três episódios fala sobre Liderança e Participação. Nos 30 meses de duração do programa conjunto LEAP, dezenas de mulheres venezuelanas refugiadas e migrantes em Roraima passaram a participar de espaços importantes de tomada de decisão no contexto humanitário. Nicole Cintrón é uma delas. Para ela, garantir a participação de mulheres refugiadas e migrantes é um passo importante no atendimento de demandas e necessidades específicas e igualmente urgentes.

 

Sobre o programa conjunto LEAP

 

Conduzido por ONU Mulheres, ACNUR e UNFPA, com o financiamento do Governo de Luxemburgo, o programa conjunto LEAP começou a ser implementado em 2019. Junto com o Sistema das Nações Unidas no Brasil, organizações da sociedade civil e ONGs envolvidas na resposta humanitária, o programa busca o fortalecimento e a coordenação de atores humanitários e poder público, o desenvolvimento de capacidades de organizações locais e a criação de espaços seguros, positivos e de resiliência para mulheres migrantes e refugiadas conseguirem a boa convivência com as comunidades locais. Dentro do cenário da pandemia de COVID-19, também tem oferecido apoio a mulheres líderes comunitárias, migrantes e brasileiras. Junto a instituições de ensino, ao Governo Federal por meio da Operação Acolhida, e com o engajamento do setor privado, o programa LEAP também promove ações a integração socioeconômica de migrantes e refugiadas venezuelanas.