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Construção de espaços seguros faz parte de ações dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulher

1 Dezembro 2018
A iniciativa é do Fundo de População das Nações Unidas em parceria com o Projeto Crescer, projeto social da Prefeitura Municipal de Boa Vista (Foto: UNFPA Brasil/Yare Perdomo)

Para marcar os 16 Dias de Ativismo em Roraima, jovens brasileiras e venezuelanas se uniram na tarefa de construir um espaço seguro para mulheres, adolescentes e pessoas em vulnerabilidade que chegam aos Postos de Triagem para Migrantes e Refugiados (Ptrig) de Boa Vista e Pacaraima. A iniciativa é do Fundo de População das Nações Unidas em parceria com o Projeto Crescer, projeto social da Prefeitura Municipal de Boa Vista.

Durante três dias, alunos e alunas que fazem parte da Cooperativa do Crescer, projeto que busca incentivar o empreendedorismo dos jovens como forma de integração social, conduziram oficinas de customização de almofadas, confecção de baús e pêndulos para decoração. Tudo o que foi produzido durante a oficina ficou no espaço dedicado para acolhimento de mulheres, adolescentes, população LGBTI, idosos e pessoas com deficiência no Ptrig. 

“Minha experiência aqui, foi muito interessante, antes de chegar achamos que seria  complicado, por conta da língua, achei que poderíamos ter problemas de comunicação, mas a realidade foi bem diferente, encontramos pessoas maravilhosas e foi muito bom ver como eles conseguiram aprender o que eu aprendi uma vez também. Então se trata de uma oficina de ensino e ganho de conhecimento”. Palavra da Kessiane Nascimento Silva, integrante e aluna do Projeto Crescer na oficina de modas. 


A parceria com o projeto Crescer, da prefeitura de Boa Vista, envolve comunidade brasileira e venezuelana em três dias de atividades para promoção de ações contra a violência de gênero no estado (Foto: UNFPA Brasil/Yare Perdomo)

“Foi uma experiência muito divertida, espontânea e criativa, nos ensinaram a fazer trabalhos manuais que nunca imaginei que poderia ser feito tão facilmente e com materiais simples que posso achar em casa. Foi um conhecimento que eu não tinha e que agora gostaria muito de repassar para os meus sobrinhos”. Fala de Bélgica Shakira participante do projeto. 

A criação de "Espaços Seguros" é uma estratégia do UNFPA em contextos de emergência. Pode ser um local formal, ou informal, o importante é que seja um ambiente em que as pessoas se sintam emocionalmente e fisicamente seguras. Em Boa Vista e em Pacaraima, estes espaços serão locais onde mulheres e meninas poderão, por exemplo, socializar, reconstruir as suas redes afetivas, acessar informação sobre seus direitos e saúde, participar de rodas de conversa e oficinas profissionalizantes. 

As oficinas em Boa Vista aconteceram de 27 a 29 de novembro e seguem agora para Pacaraima, nos dias 06 e 07 de dezembro. O projeto é financiado pelo Fundo Central de Resposta de Emergência das Nações Unidas (CERF), que tem como objetivo principal salvar vidas, no âmbito da assistência humanitária. Em Roraima, junto ao UNFPA, apoia atividades para promoção e defesa da saúde sexual e reprodutiva, além de proteção de mulheres, adolescentes e pessoas em situação de violência e de maior vulnerabilidade. 


Tudo o que foi produzido durante a oficina ficou no espaço dedicado para acolhimento de mulheres, adolescentes, população LGBTI, idosos e pessoas com deficiência (Foto: UNFPA Brasil/Yare Perdomo)

Sobre os 16 Dias de Ativismo 

A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização anual, praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, ela inicia um pouco mais cedo, em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Neste ano, para comemorar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, UNA-SE - Campanha do Secretário-Geral das Nações Unidas pelo Fim da Violência Contra as Mulheres pede para nos solidarizarmos com as sobreviventes, defensores das sobreviventes e defensores dos direitos humanos das mulheres que estão trabalhando para prevenir e acabar com a violência contra mulheres e meninas.