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Com foco na prevenção da COVID-19, UNFPA faz oficina de comunicação e advocacy para sociedade civil do Nordeste

Com a missão de não deixar ninguém para trás, amparado na busca dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) realizou uma oficina virtual de comunicação e advocacy com cerca de 35 organizações da sociedade civil do Nordeste, de forma a fortalecer e ampliar a  vacinação contra a Covid-19 para todas as pessoas, dando prioridade para as que mais precisam. Conduzida pelo Instituto Odara, a oficina debateu estratégias para um olhar mais efetivo às pessoas em situação de maior vulnerabilidade dentro dos grupos de maior risco, de acordo com os protocolos nacionais de vacinação.

De acordo com a oficial responsável pelo escritório do UNFPA na Bahia, Michele Dantas, a pandemia acentuou ainda mais as desigualdades vividas, principalmente no Nordeste, o que tem guiado a atuação do Fundo de População da ONU na defesa da garantia de direitos de mulheres, pessoas com deficiência, indígenas, pessoas LGBTI, quilombola, entre outros grupos populacionais. “Na luta contra a Covid, além das medidas de prevenção já bastante difundidas, é preciso também fazer esforços para vacinar todas as pessoas, dando prioridade para quem mais precisa. Precisamos observar as prioridades dentro das prioridades. Temos que somar esforços para que ninguém seja deixado para trás e todas as pessoas tenham seus direitos garantidos”, lembrou.

A oficina teve dois momentos. No primeiro dia, a coordenadora de comunicação do Instituto Odara, Naiara Leite, e a ativista de comunicação do instituto Alane Reis apresentaram um panorama geral da situação da vacinação da região Nordeste, evidenciando algumas dificuldades que já estão sendo enfrentadas e reportadas pelas organizações da sociedade civil, como a dificuldade da população quilombola em acessar o cadastro das secretarias de saúde. As duas profissionais de comunicação também explicaram o que é advocacy e qual é a função social desse mecanismo de defesa dos direitos humanos ao influenciar as políticas públicas.

No segundo dia, a oficina foi voltada para discutir estratégias de comunicação efetivas tanto para levar informações nítidas e confiáveis sobre a vacina da Covid-19 a povos e comunidades tradicionais, desmistificando dados falsos e crenças, quanto para alertar as pessoas sobre a necessidade de se vacinar. O grupo começou a construir, conjuntamente, uma estratégia de comunicação como guia para a realização de uma campanha em defesa da vacinação.

“Os processos de mobilização são processos intensos, principalmente neste momento. Mas essa iniciativa vai ser importante nos próximos meses. Vamos viver novas ondas [da Covid-19], temos que estar preparados e preparadas no campo da comunicação, nessa noção de ampliar nossas vozes, para saber onde podemos chegar”, concluiu Naiara Leite, ao término do evento.