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Ação apoiada por agências da ONU leva aulas de defesa pessoal e rodas de conversa a Roraima

31 Outubro 2018
Projeto “Respeito à diversidade: Defesa Pessoal e Rodas de Conversa” tem como objetivo fortalecer psíquica, física e coletivamente as mulheres e a população LGBTI em situação de migração e refúgio (Foto: UNFPA Brasil/Yareidy Perdomo)

Com o desafio de reduzir as fragilidades ligadas às violências de gênero em Roraima, a Universidade Federal de Roraima (UFRR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a organização Cáritas e o Instituto de Migrações e Direitos Humanos oferecem o projeto “Respeito à diversidade: Defesa Pessoal e Rodas de Conversa”. A iniciativa tem como objetivo fortalecer psíquica, física e coletivamente as mulheres e a população LGBTI em situação de migração e refúgio.

O projeto é composto de aulas de defesa pessoal e de espaços para se falar sobre desigualdade de gênero em Roraima, bem como sobre promoção de saúde. As aulas são gratuitas e são coordenadas por profissionais de saúde, do direito e de artes marciais.

Ao todo, serão oito encontros, todos aos finais de semana. O primeiro deles aconteceu no último sábado (27) e reuniu cerca de 50 pessoas. Foi aberto para pessoas em situação de vulnerabilidade, migrantes ou não, mas a maioria presente foi de migrante ou solicitante de refúgio. Para a coordenadora geral do Projeto, professora Eliane Costa, a iniciativa é voltada para o enfrentamento do sexismo, machismo e de outras desigualdades sociais como o racismo e da xenofobia.


Aula de defesa pessoal faz parte do projeto “Respeito à diversidade" (Foto: UNFPA Brasil/Yareidy Perdomo)

“Esse projeto tem 3 ações específicas, duas delas voltada para a população adulta, para que aprendam técnicas de artes marciais como o jiu jitsu e para se discutir as realidades das populações nas rodas de conversa. A outra é voltada para crianças e adolescentes filhos e filhas dos participantes”, diz a professora.

São muitas as vulnerabilidades que expõem as mulheres e a população LGBTI em contexto de migração. Tráfico humano, exploração sexual e violência são ameaças constantes aos direitos humanos de pessoas migrantes, refugiados e refugiadas. A ação acontece até o dia 15 de dezembro, no espaço da organização Cáritas, em Roraima (Rua Nossa Senhora da Consolata 1529. Centro Cívico).