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“Vivamos un mundo libre de discriminación”

14 Agosto 2019
Meninas do time elaboraram esboço de uniforme, que será a entregue a elas (Foto: Débora Rodrigues/UNFPA Brasil)

Como parte das ações de resposta e prevenção de violência baseada em gênero, o Fundo de População da ONU tem realizado diferentes trabalhos com mulheres jovens e adolescentes, migrantes e refugiadas em Roraima. Um desses trabalhos envolve empoderar e informar jovens meninas guerreiras que encontram, por meio do esporte, uma forma de seguir em frente: uma equipe de futebol feminino, formada por adolescentes e jovens venezuelanas entre 11 e 26 anos.

 

Recentemente, foi organizado o primeiro encontro com o grupo. Neste encontro, apoiado pela Operação Acolhida, o UNFPA acolheu 14 participantes do time, no Espaço Amigável, para fazer uma aproximação aos temas de violência baseada em gênero, saúde sexual e reprodutiva e direitos humanos. 

 

Além disso, na ocasião, o espaço foi aproveitado para criar uma proposta de modelo para o uniforme do time. Elas foram estimuladas criativamente para que, a partir de olhar de cada uma, pudessem escolher cores, logos e frases para as camisetas. Como resultado final foi proposto o nome do time: “Meninas Guerreiras Brasil-Venezuela”. E foram escolhidas três proposta de uniforme para confecção.

 

No encontro, foram realizadas também algumas dinâmicas de integração, resiliência comunitária e pacífica e foram distribuídos Kit Dignidade. Atualmente, o Fundo de População da ONU está articulando um jogo amistoso das Meninas Guerreiras com o time de futebol feminino Atlético Roraima, com a intenção apoiar a integração local. 

 

A equipe de futebol faz parte de uma iniciativa de integração entre a Venezuela e o Brasil. A proposta surgiu no projeto “Acolhidão”, e o treinador venezuelano Luis Carlos Madrid Lopez coordena a ação. O projeto recebe apoio do comando da Operação Acolhida e também tem apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

 

Segundo Madrid, o primeiro grupo começou em setembro de 2018 com apenas 14 jovens e hoje já passaram mais de 120 participantes, entre crianças, adolescentes e jovens, incluindo pessoas LGBTI migrantes e refugiadas, que formaram parte deste projeto nas diferentes categorias. A categoria feminino conta hoje com 38 participantes. Os treinamentos acontecem às segundas, quartas e sextas. As jogadoras que ainda frequentam a escola fazem seus treinamentos aos finais de semana.