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UNFPA conta histórias de vida em tempos de zika

16 Julho 2016

Brasília –  Mulheres, jovens e adolescentes que vivem em áreas afetadas pela epidemia de vírus zika estão enfrentando os riscos da doença com coragem, criando redes de apoio para bebês com microcefalia e superando seus desafios com esperança e determinação. É o que mostram as histórias de vida reunidas pelo UNFPA Brasil no novo espaço virtual “Histórias, Direitos e Zika”, lançado hoje.

O espaço “Histórias, Direitos e Zika” conta experiências e traz relatos inspiradores de mulheres que estão buscando responder às incertezas causadas pelo zika e decidir se e quando engravidar de modo seguro, se proteger do vírus durante a gravidez e, nos casos em que tenha ocorrido a infecção, cuidar da melhor forma de seus bebês que tenham nascido com microcefalia.

 

Histórias com a de Débora de Andrade, moradora da comunidade Rosa Selvagem de Recife, que inaugura a série. Débora conta que viveu a angústica de ser diagnosticada com zika durante a gravidez, mas descobriu durante o pré-natal que o bebê estava bem e que ela não teve zika, mas sim febre chikungunya. São as próprias mulheres que dizem: “foram feitas campanhas locais para falar sobre a prevenção do mosquito, mas nada foi feito para falar sobre os cuidados e direitos das mulheres”.

O espaço será usado para compartilhar os registros feitos pela equipe do UNFPA e entidades parceiras durante as atividades de campo desenvolvidas pela iniciativa “Atuando em contextos de Zika: direitos reprodutivos de grupos em situação de vulnerabilidade” em comunidades de Pernambuco e Bahia, estados que registram o maior número de casos de síndrome congênita de zika, como microcefalia.

O objetivo da iniciativa é mobilizar comunidades e ampliar o acesso à informações sobre o zika e seus efeitos na saúde das mulheres com um enfoque em direitos, igualdade de gênero e planejamento voluntário da vida reprodutiva.

A iniciativa “Atuando em contextos de Zika” prioriza a população mais exposta ao vírus - mulheres em idade reprodutiva, especialmente adolescentes e jovens afrodescendentes de 15 a 29 anos das localidades com maior vulnerabilidade socioambiental e/ou com maior incidência de microcefalia e malformações sugestivas de infecções congênitas por zika. Inclui ações de campo a serem realizadas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) e 10 organizações da sociedade civil, com recursos do Fundo de Emergência Global do UNFPA e do Governo do Japão.

Visite o espaço “Histórias, Direitos e Zika” em https://unfpabrasil.exposure.co/ ou acesse pela página web do UNFPA Brasil em http://www.unfpa.org.br